Não é preciso compreender tudo que se passa dentro de um coração para respeitar todo sentimento que ele é capaz de sentir. Cada indivíduo é livre para amar e querer bem da maneira que melhor lhe alegre a alma.
O que se passa dentro de um coração? O que vai na alma de uma pessoa? Por que o amor chega de forma tão inesperada e até inapropriada algumas vezes? Não existem respostas concretas e objetivas, tudo o que sabemos é que ninguém escolhe quem vai amar, ninguém diz ao coração para amar este ou aquele, é o coração quem vai lentamente nos contando que já está enamorado, vai nos dando sinais de que está acontecendo e quando nos damos conta já foi, já era, e estamos apaixonados.
E, muitas vezes, se pudéssemos escolher (usando a sensibilidade ou a razão) nossas escolhas seriam diferentes, talvez escolhêssemos alguém que combinasse mais com a gente, que gostasse das mesmas coisas, que não tivesse aquele hábito, que não fosse daquela profissão, que tivesse as mesmas crenças, mas não é assim que o amor acontece. Não existe um questionário a ser preenchido, nem fase de avaliação de aptidões, não é como em uma entrevista de emprego, não existe um processo seletivo, simplesmente um dia você se dá conta que está amando e pronto, foi assim que aconteceu.
Não podemos julgar o que o outro sente, nem tão pouco dizer que isto é certo e aquilo errado, pois não estamos dentro do outro, tudo o que conhecemos é o que se passa aqui fora. Mas é lá dentro, na alma de cada um, que as coisas realmente acontecem e por essa razão todos os argumentos que usarmos para tentar justificar que amar deste ou daquele jeito, esta ou aquela pessoa, é o correto (ou o errado) serão infundados, uma vez que só podemos nos basear em nosso próprio achismo, usando a nossa própria percepção (provavelmente distorcida) da realidade, porque o que de fato é real é o que está dentro de cada um, na essência da pessoa, e isso não podemos alcançar olhando aqui de fora, portanto não podemos compreender.
Se nos fosse dada a opção de escolher a quem amar, acredito que não existiriam amores complicados, pois certamente ninguém escolheria um relacionamento trabalhoso, não só do ponto de vista da relação em si, mas às vezes também difícil no que diz respeito a sociedade e seus preconceitos. Seria tão mais simples e coerente optar por algo que não exigisse tanto de nós. Seria a relação perfeita! (Será?).
Sim eu acredito que os amores seriam menos complicados, mas também menos intensos. Para onde iria aquele frio na barriga ao ouvir a voz da pessoa amada, que logo é substituído pelo calor no peito quando ela se aproxima de você, tudo isso sincronizado com o pensamento de não estar com as bochechas vermelhas ou gaguejando na hora de conversar? E aquelas noites em claro pensando no que fazer, no que falar? E todas as vezes que você ficou se perguntado se ligava ou não ligava, escrevia ou não escrevia. Para onde iria toda essa maravilhosa paranoia que nos envolve quando estamos apaixonados e nos rouba o sono tantas vezes simplesmente porque não sabemos se o outro sente o mesmo. Definitivamente eu prefiro a incerteza de mil emoções explodindo no meu peito.,
E se você se identificou com todas as emoções que descrevi, saiba que aquela pessoa que ama de uma forma as vezes não convencional também se identificou, porque sentimos intensamente os mesmos sentimentos, choramos, sofremos, amamos, rimos, e no fundo queremos a mesma coisa ser feliz, encontrar a metade da nossa laranja (mesmo que seja um limão). Cada um sabe qual a necessidade da sua felicidade e não temos o direito de julgar o outro, de dizer sim ou não para a vida do outro, de apontar caminhos quando não queremos que os nossos caminhos sejam apontados.
Se você não é capaz de compreender o que o outro sente, não tem problema, você não precisa entender. Apenas aceite que cada um trilha seu próprio caminho, cada um tem o direito de escrever sua própria história. Respeitar as diferenças é o que nos torna semelhantes.
(Maisa Baria)
Não
adianta ter pressa de colocar as coisas no lugar, nem tão pouco achar
que vamos mudar quem somos e como agimos de uma hora para a outra, é
devagar que tudo vai encontrando o caminho certo e entrando no eixo.
Tem horas que a vida da gente está uma bagunça, nos sentimos perdidos
dentro de nossa própria realidade, parece que estamos em uma casa onde
tudo está fora do lugar, até que um belo dia cansados
de viver no caos resolvemos que é hora de colocar tudo em ordem,
respiramos fundo, arregaçamos as mangas e com muita pressa iniciamos um
processo de reforma íntima, reforma externa, reforma ao redor, queremos
tudo arrumado rapidamente e, para ontem de preferência... Depois de um
tempo nos encontramos cansados, exaustos e a bagunça permanece a mesma.
Uma sensação de frustração nos acomete e olhamos a nossa volta quase
sem acreditar que depois de tanto esforço nada adiantou, e então
perguntamos a nós mesmos “Onde foi que eu errei?”, “Tentei, tentei e
nada mudou.”, “Será que vale a pena?”. Uma sensação de impotência
misturada com um pouco de tristeza se acomete de nós e passamos a
acreditar que não somos capazes de ajeitar as coisas, que esse papo de
que a força está dentro de nós e que podemos sim realizar uma mudança só
pode ser brincadeira.
É possível fazer essa mudança? É sim!
... Dá para colocar tudo no lugar? Dá sim! ... Eu posso realmente fazer
isso? Pode sim! ... Mas tem que ser com calma, respeitando o seu tempo ,
dando um passo de cada vez.
Pense em uma casa que há muito
tempo não é limpa e organizada, onde tudo está espalhado e fora de
ordem, se você decidir organizar essa casa, será impossível fazer isso
em um único dia. Você pode até “dar uma geral”, mas limpar mesmo,
colocar as coisas no devido lugar, saber que tudo está no lugar certo,
organizado e em ordem novamente, levará tempo. Assim também acontece com
a nossa vida, não dá para colocar tudo em ordem de um dia para o outro,
você pode até se apressar e “dar uma geral”, mas sabemos que essa geral
não inclui detalhes que fazem toda diferença entre ter as coisas no
lugar ou não. Colocar as coisas aparentemente no lugar, não é o mesmo do
que deixar tudo em ordem.
Sendo assim, ao invés de respirar
fundo e sair apressado tentando ajeitar as coisas, que tal começar
respirando lentamente e tentar mentalmente listar tudo o que precisa ser
feito, e então quando você souber exatamente o que deseja fazer, como
isso deve ser feito e de que forma deseja realizar essas mudanças ai sim
é hora de arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa. Além de ter
em mente o que precisa ser mudado é preciso também estar consciente do
porque isso precisa ser mudado. Toda mudança precisa acontecer de dentro
para fora, quando nos conscientizamos de que é preciso mudar, do porque
precisamos dessa mudança e que isso é de fato o melhor para nós, nos
capacitamos a colocar isso em prática com segurança e determinação.
Não se preocupe com o tempo que esse processo pode levar, cada pessoa
tem o seu próprio tempo, cada passo tem a sua própria velocidade. Não há
nada de errado em mudar lentamente, não há problema em precisar de um
pouco mais de tempo para ajeitar as coisas, não se culpe por isso, não
se cobre por isso, respeite o seu tempo, o processo pode ser lento mas
precisa ser contínuo.
Quando você colocar a sua casa interior
em ordem, organizar seus sentimentos e pensamentos, suas atitudes e
escolhas estarão em sintonia e naturalmente o mundo aqui fora responderá
no mesmo ritmo.
Devagar, um passo de cada vez e logo a vida estará correndo a seu favor.
(Maisa Baria)
Não tenha pressa... a vida vai acontecendo aos poucos...
Aceite suas limitações...
Respeite seu próprio tempo...
Um dia você vai olhar para trás e ver que passou por todos os obstáculos que acreditou que não superaria...
E que aquela dor que parecia sem fim agora já não dói tanto...
Só então você se dará conta que aquela força que você duvidou que tinha sempre existiu dentro de você.
(Maisa Baria)
Quando aquele que amamos precisa partir e nós não estamos preparados para essa despedida uma parte de nós parte junto com a pessoa e a outra que fica é sufocada diariamente pela dor da saudade.
Não é fácil aceitar que quem amamos esteja nos deixando. Seja porque a pessoa escolheu assim, ou porque em outras circunstâncias a vida não nos deu escolha, o fato é que lidar com a partida de alguém que se ama e a falta que ela nos faz no dia-a-dia nos traz um sofrimento indescritível. Quando sentimos essa pessoa arrancada de nossos braços, e nos vemos de braços vazios sem ter para onde correr, sem ter aonde buscar, o desespero toma conta de nós e nos entregamos a tristeza fazendo dela nossa maior companheira. A sensação de impotência nos paralisa e do alto da nossa inércia passamos a cultivar a lembrança da pessoa e de tudo que ela representava (e ainda representa) como refúgio para nossa dor.
Quando alguém se vai nem sempre isso significa uma perda. É preciso observar o que a pessoa significou em nossas vidas, quanto ela contribuiu para que nos tornássemos uma pessoa melhor e se você analisar desta forma, vai perceber que mesmo ela indo embora, deixou muito dela com você. Perceba que na verdade você ganhou, porque ela veio para somar em sua vida, para acrescentar, para complementar e preencher as lacunas de sua vida com o amor dela, te fazendo descobrir facetas de si mesmo que você nem imaginava. E o que ela levou de você, você também não perdeu, porque quando você se doou, quando ofereceu o seu amor, você o fez de coração aberto, você entregou tudo de si, o seu melhor, e tudo isso que você doou não te pertence mais, faz parte dela agora. Não existe perda em uma relação de amor, seja entre parceiros, amigos ou familiares, o amor é um sentimento universal e sublime que só acrescenta em nossa vida, se em algum momento ele diminuir, então não era amor.
A saudade existe justamente porque momentos maravilhosos foram vividos juntos, lembrar-se de cada sorriso, cada abraço, cada carinho, o jeito da pessoa te chamar, a emoção ao ouvir a voz, a alegria apenas por estar junto, isso tudo e mais um pouco faz com que a saudade aperte e as lágrimas rolem. Chore de saudade por tudo que viveu, mas não de tristeza por não poder reviver isso no momento. Perceba que a única forma de não sentir essa saudade tão intensa e dolorida seria não ter vivido nada do que você viveu, seria não ter essas lembranças tão fortes, eu não sei você, mas eu prefiro muito mais essa saudade que me lacera a alma, do que abrir mão de tudo que vivi.
Existe um momento onde a vida de vocês se cruzou, juntos vocês escreveram uma história e essa história estará sempre gravada na existência de cada um, na alma e quem sabe em algum momento vocês não vão se reencontrar para reler essas páginas. O tempo da vida é diferente do nosso e as circunstâncias da vida também, é preciso confiar que tudo está certo do jeito que está, aceitar cada dia com alegria, e viver ao máximo, para que a cada dia estejamos sempre escrevendo páginas que serão de saudades e não de tristezas.
Não podemos reescrever o passado, nem tão pouco mudar o destino daqueles que amamos, cada um tem seu próprio caminho e as vezes, por mais difícil que seja, esse caminho não nos inclui, então por amor é preciso entender, aceitar, e deixar ir...
(Maisa Baria)
Quando somos gratos por tudo que temos
Percebemos que temos tudo o que precisamos.
(Maisa Baria)
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(Maisa Baria)
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O que fazer quando a alegria se esvai de dentro de nosso coração deixando somente um vazio que não conseguimos preencher?
Quando nos perdemos de nós mesmos a vida para de ter sentido, o mundo a nossa volta passa a acontecer em preto e branco e já não conseguimos mais nos emocionar com aquilo que vemos. Para onde foi aquela alegria que nos alimentava a alma? Cadê aquela vontade de viver, de conquistar, de realizar? Como se faz mesmo para sorrir? As respostas se perderam no tempo e já não sabemos mais como resgatá-las.
O sentimento de vazio que invade a alma nos paralisa diante da vida, não conseguimos enxergar um propósito, um porquê, e assim sem objetivos claros nos entregamos (ainda que inconscientes) a um processo lento mas profundo de desistir de nós mesmos, e quanto menos nos importamos mais nos afundamos nessa onda de tristeza e angústia que se renova a cada dia, nos entristecendo mais e mais. De onde vem essa dor, essa saudade sem fim, essa tristeza infinita, que nos visita todos os dias e nos rouba a alegria de viver?
Esse sentimento de angústia vem dos recônditos mais escondidos de nossa alma num pedido de socorro, é um apelo que nossa alma faz a nós mesmos, para nos indicar que alguma coisa não está bem, que nós não estamos bem, que estamos perdendo o brilho da vida, que estamos nos perdendo . Essa saudade que não sabemos explicar é saudade de nós mesmos, saudade daquilo que éramos, daquilo que fomos, saudade da pessoa que tinha sonhos, que fazia planos, que tinha esperança e fé na vida, que acreditava que os dias eram coloridos, e se eles teimassem em amanhecer cinza usaria toda sua criatividade para ir lá e pinta-los ainda que fosse do seu jeito. Saudade de alguém que tinha ousadia suficiente para colorir sua própria história.
Eu sei que as vezes algumas perdas são tão intensas que sentimos como se tivéssemos perdido a própria vida, é certo que cultivemos essa dor, que transformemos esse sofrimento em lágrimas todas as vezes que tivermos vontade, porque isso alivia e não nos deixa sufocar. Mas há um limite e o limite é “você”. Você não se perdeu, a vida não se foi e se renova a cada dia, e não é justo negar a si mesmo a chance de viver, de aceitar esse convite diário que a vida nos faz. Escuta essa voz que grita dentro de você, atenda esse pedido de socorro. O processo de renovar-se interiormente é lento, mas pode ser realizado, não tenha pressa.
Existe muita vida ainda dentro de você querendo ser vivida, muitos sorrisos que ainda precisam ser dados, muita alegria para ser dividida, existe uma história para sua vida que ainda não foi contada, que ainda não aconteceu, mas que está pronta para acontecer assim que você estiver pronto também. É preciso ficar bem consigo mesmo e uma vez que você estiver bem com você os outros se sentirão bem ao seu lado. É preciso estar receptivo para a vida, não se feche, permita que a vida flua a seu favor. Ame-se, não se culpe, não cobre de si mesmo mais do que aquilo que você pode dar. Permita-se sentir, tente sorrir mais, seja mais comunicativo, olhe o céu, observe uma flor, ria com uma criança, escute a história de um idoso, ouça uma música, comece com pequenas coisas e você verá que a vida logo começará a responder na mesma sintonia.
É hora de olhar para si mesmo com mais amor e se predispor a resgatar-se. Somente a sua vontade de se ajudar, o seu carinho para consigo, o seu respeito em aceitar suas próprias limitações, te tornarão apto a redescobrir o seu “eu” que está oculto já há tanto tempo. A vida te convida a renovar-se, aceite esse convite, dê o primeiro passo ao encontro de si mesmo, você irá se surpreender com tanta vida que ainda existe ai dentro. Experimente!
(Maisa Baria)
Não podemos ficar parados esperando que os outros resolvam os nossos problemas ou apresentem soluções para nossas dificuldades, tão pouco culpa-los pela situação em que nos encontramos (ainda que alguém tenha contribuído por nos colocar em determinada situação, manter-se nela é uma escolha individual), portanto seja como for culpar os outros pelo que nos acontece ou esperar deles uma solução é uma ilusão, quanto mais rápido percebermos isso menos entregues ao sofrimento ficamos, e mais rapidamente nos movimentamos em busca de uma solução para nossos problemas.
Quando nos colocamos na posição de vítima, acreditamos que nada dá certo, nada pode ser feito e que o mundo a nossa volta está conspirando contra nós, temos a nítida sensação de que existe mesmo um complô entre os acontecimentos que se sucedem e a incompreensão das pessoas ao redor de nós. Não percebemos que quando assumimos esse papel ficamos inertes esperando que algo aconteça, que alguém apareça, que os outros façam alguma coisa, que uma solução bata a nossa porta, tudo o que vem a nossa mente são condições “externas” que pipocam como soluções, não nos damos conta que a verdadeira solução está dentro de nós, tem que vir de uma mudança interna, uma nova forma de ver a vida e se posicionar diante do mundo. Somente quando saímos da posição de vítima e entendemos que temos sim responsabilidade para com tudo que nos acontece encontrarmos a serenidade necessária para enfrentar nossos desafios com inteligência e maturidade.
Eu sei, e já ouvi isso, que falar é fácil, porém mesmo sendo a vida difícil existem pessoas que diante dos desafios não desistem, não se rendem, continuam lutando e buscando uma saída, mesmo diante de todas as dificuldades se mantém firme, essas pessoas cedo ou tarde vão encontrar o que procuram, vão dar a volta por cima e superar, porque não se deixaram intimidar pelo tamanho dos problemas. Enquanto isso outras ainda estarão inertes, se achando vitimas das circunstâncias, se sentindo incapazes de mudar as coisas a sua volta, sem se darem ao menos a oportunidade de perceber que toda a força que precisam está dentro delas mesmas. Não sei você, mas eu sei bem qual dos dois tipos de pessoa eu prefiro ser.
Algumas vezes somos o nosso maior adversário, pois não nos permitimos tentar, nos boicotamos dizendo a nós mesmos que vai dar errado e só de pensar na possibilidade de dar errado nos privamos da chance de tentar, eliminando por completo a possibilidade de dar certo. Quando não acreditamos no nosso potencial e não utilizamos essa força interior a nosso favor estamos indiretamente colocando essa força contra nós, porque a alimentamos com sentimentos de baixa estima, de incapacidade, de derrota, e assim esse tipo de sentimento vai ganhando espaço e peso em nossas vidas, de forma que nos sentimos engolidos por eles. Não desista de você antes de tentar, não acredite na derrota antes mesmo de buscar uma alternativa, e mesmo que você já tenha se frustrado em outras buscas, não desista, resista e tente novamente.
Aceite o desafio que a vida te apresenta, saia da posição de vítima, assuma o controle da situação, se capacite, mude a trama e o enredo, quanto mais depressa você se colocar no controle mais rápido sairá dessa situação que te incomoda.
(Maisa Baria)




