Maisa Baria: alma

Maisa Baria

Pensamentos e Reflexões


Não é porque o outro não nos valoriza que não temos o nosso valor. Não é porque o outro não reconhece o que fazemos que nossas atitudes não são válidas.

Quando agimos de acordo com o nosso coração e doamos de nós com alegria e desprendimento, não é sempre que essa atitude encontra eco no coração dos outros, as vezes nem encontra nem mesmo resposta ou aceitação. Na verdade ocorre que muitas vezes o outro nem mesmo nota o nosso esforço, nosso gesto de carinho ou nossa dedicação, e isso acaba por nos frustrar, pois sentimos que não temos o devido reconhecimento.

Nem sempre as nossas atitudes serão compreendidas, nem sempre nossos esforços serão reconhecidos, ainda assim isso não nos tira o mérito de tentar oferecer sempre a nossa melhor parte. Devemos buscar sempre fazer as coisas da melhor maneira possível, dando o nosso melhor, não para que os outros percebam ou notem o quão bom nos somos, mas sim porque quando fazemos o bem e agimos de maneira correta colocamos amor, ternura, carinho, em nossas atitudes e ampliamos dentro de nós o nosso potencial divino, entrando em sintonia com a vida, promovendo assim a satisfação interior que nos permite estar em paz com nossa consciência e em harmonia com nossos pensamentos e sentimentos.

Se as outras pessoas puderem compreender a extensão do que somos e como agimos será maravilhoso pois estaremos então em sintonia também um com o outro, vibrando em um mesmo padrão de ideias e ideais. Mas, se por outro lado o outro não tiver entendimento a nosso respeito, é preciso então aceitar que da mesma forma que eu não correspondo às expectativas dele pela forma que me comporto, penso, falo ou vivo, talvez ele também não corresponda às minhas quando espero dele compreensão e/ou reconhecimento que ele ainda não está preparado para demonstrar. A melhor alternativa seria buscar as semelhanças que nos aproximam valorizando-as mais do que as diferenças que nos afastam.

Aceite que o outro é diferente de você e que justamente nessa diferença pode haver uma limitação que no momento o impeça de te entender, compreender, valorizar e demonstrar gratidão por algo que você faça. Seja em uma relação afetiva, familiar ou de amizade não é sempre que estamos preparados para dançar a mesma música, algumas vezes é preciso estar disposto a conduzir o nosso parceiro, em outras tantas será necessário se deixar conduzir, e em todas elas estar preparado e paciente para cada pisão no pé ao longo do caminho.

Deixe sua essência transparecer em suas atitudes, o seu verdadeiro valor está naquilo que emerge das profundezas da sua alma, transcendendo conceitos e opiniões, se manifestando com verdade e transparência, de forma sutil e harmoniosa, no qual o único reconhecimento necessário é a certeza que brota do íntimo do seu ser de estar agindo no bem e para o bem de todo seu coração e em toda sua plenitude.

( Maisa Baria )
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Se nos amarramos ao passado e o prendemos dentro de nós, não liberamos espaço para que a vida nos apresente um novo caminho. Ainda que a vida insista e coloque uma nova oportunidade diante de nós, não a enxergamos, não identificamos essa possibilidade, pois estamos trancados dentro de nós mesmos presos a um passado que já não existe mais. Não permitindo dessa forma que o passado se vá e que o novo chegue.

Quando martirizamos dentro de nós uma experiência negativa, nos prendemos a esse sentimento e ele não vai embora. O tempo, como já diziam nossos avós (ou tataravós), é o melhor remédio, pois quando administramos a dor e a preocupação do jeito certo, observando o que é possível fazer para diminuir essa for, ou tentando encontrar uma possibilidade de resolver o que nos preocupa, enfrentamos aquilo que nos aflige, aceitamos nossas limitações e nos damos conta da nossa real capacidade de olhar de frente o que nos tira o sono e buscar uma solução.

Quando eu faço tudo o que está ao meu alcance para resolver essas pendências emocionais, abro espaço para o passado passar e consequentemente abro espaço para que o novo chegue. Caso contrário, ao retermos o acontecimento que nos causa sofrimento dentro de nós vivemos em um processo contínuo de sofrimento, mágoa e dor, que só ocasionarão novas feridas não permitindo a cicatrização do que já foi.

O ressentimento é um processo doloroso que nos leva a sentir novamente tudo que já passou, por uma, duas, três vezes, ou mais, e em cada uma delas, saímos mais machucados. Ressentir é perder a oportunidade de deixar que nossas feridas cicatrizem. Por isso é importante, tanto quanto possível, manter os nossos sentimentos e ressentimentos, nossas carências, dores e angústias sob controle, de forma que possamos iniciar um novo processo para nos libertarmos desses sentimentos que só nos trazem consequências negativas e que ao invés de nos ajudar, nos afundam cada dia mais.

Todo mundo em algum momento é (ou será) machucado, faz parte da vida. Às vezes as pessoas nos ferem com palavras, outras com atitudes, e algumas vezes até pela falta delas, seja como for, não temos como impedir que as pessoas façam suas próprias escolhas, no entanto permitir que a palavra que fere, ou a atitude que machuca, venham a causar em mim um processo de ressentimento é minha escolha. Nós escolhemos quando já é o suficiente e damos um basta na situação. O tempo que isso nos afeta precisa ser administrado por nós.

Há sempre uma ferida que precisa ser curada, todos os dias. Quando você sentir que o seu coração foi atingido, comece imediatamente o processo de se permitir cicatrizar, pois esse processo pode ser lento, longo e doloroso. Quanto mais tempo você demorar para iniciá-lo, por mais tempo haverá uma ferida aberta dentro de você, e quando há uma ferida latente dentro de nós perdemos a disposição para tudo, para a vida, para os amigos, para os familiares, para o trabalho e até para nós mesmos.

Se te machucaram, se te magoaram, se feriram você, não se martirize com isso, use como aprendizado para não fazer ao outro, não permita que essa dor vire amargura. A tristeza deve ser um exercício de superação, vivencie esse momento doloroso com o propósito de superar-se, pois se não for superado virará amargura e o coração amargurado não é capaz de perceber a vida, e quando deixamos de perceber a vida corremos o risco de apenas passar pela vida sem vivê-la.

( Maisa Baria )

Sabe aquelas coisas que às vezes queremos falar mas ficam paradas na garganta da gente?

Não vai, não sai, enrosca ...

Não volta, não desce, entala ...

Tem gente que acredita que o melhor é falar... Mas falando às vezes a gente se arrepende pois machucamos quem amamos sem querer. Se as palavras saírem de dentro de você com raiva, com ódio, com irritação, com mágoa, serão palavras improdutivas e dilacerantes na alma do outro.

Tem aqueles que pensam que o melhor é se calar... Mas calando somos obrigados a engolir tudo aquilo que tal qual veneno vai agir contra nós mesmos, provocando em nosso corpo e em nossa alma um acúmulo de sentimentos ruins que serão transformados em doenças e dores infligindo sofrimento a nós mesmos.

O que fazer então?
Existem coisas que não precisam ser faladas, nem tão pouco engolidas, devem apenas ser modificadas.

O nó na garganta vai existir durante o tempo que você precisa para repensar sua atitude e reavaliar o que precisa ser feito. Se você usar esse tempo para refletir, ponderar e observar, sem alimentar a si mesmo de sentimentos nocivos, perceberá que aos poucos o nó irá se diluir. À medida que você se acalmar, pacificar seu mundo interior e buscar alternativas perceberá que pouco a pouco aquele nó vai se desfazendo até desaparecer.

É bem provável que quando esse nó sumir você já terá encontrado uma resposta mais positiva para o problema que te afligia e então será possível falar tudo aquilo que você gostaria, mas de uma maneira diferente, mais sensata e coesa, despido de ódio, de orgulho, de raiva, de forma que sua palavra possa ser como semente lançada em solo fértil capaz de produzir o efeito que você buscava.

E se por acaso você ainda não tiver essa resposta, perceberá que a leveza de estado no qual se encontra te proporcionará a serenidade necessária para buscar essa resposta com mais otimismo e perseverança te levando assim a um resultando mais produtivo e eficiente.

Portanto quando um nó se fizer dentro de você, não tenha pressa de colocar isso para fora, nem se esforce para retê-lo, use esse tempo extra a seu favor para descobrir o que é necessário para desfazê-lo de uma vez por todas.

( Maisa Baria )

Nem sempre é fácil falar o que vai em nosso coração. Algumas vezes tentamos nos expressar e as palavras se misturam e se confundem, saem atropeladas e perdem todo o sentido que gostaríamos de dar a elas.

Quando a comunicação não acontece e não conseguimos fazer com que aquele nos ouve entenda claramente o que pensamos e sentimos (ainda que não concorde) o melhor a fazer é adiar a conversa, dedicando um pouco mais de tempo para pensar e repensar, ordenar melhor nossas ideias a fim de expressá-las de forma mais clara e objetiva.

Na maioria das vezes não é o outro que não nos entende, mas nós que não conseguimos nos expor e nos fazer compreender. Gaste um pouquinho mais de tempo organizando as coisas dentro de você antes de colocá-las para fora. Tenha o cuidado e o carinho de entender a si mesmo antes de querer que os outros te entendam.

Quando a mente, o coração e a alma estão na mesma sintonia as palavras tem o peso da verdade e a leveza do amor tornando mais fácil a compreensão do seu significado e o entendimento de suas intenções.

( Maisa Baria )

Relacionar-se com alguém não é apenas estar junto, é permitir que a outra pessoa adentre o seu mundo ao mesmo tempo em que exploramos gentilmente o mundo do outro.

Não é possível relacionar-se se não permitirmos que o outro nos desvende, nos conheça e mergulhe dentro de nós. Para um relacionamento dar certo é preciso despir-se do medo, deixar de lado a armadura que nos protege e permitir que o nosso parceiro acesse a nossa alma. No entanto vale lembrar que é essencial que ambos estejam dispostos a essa troca, do contrário não haverá relacionamento, apenas convivência.

O relacionamento acontece à medida que nos revelamos lentamente e damos ao outro a oportunidade de conhecer tudo de nós: da nossa fraqueza à nossa força, de nossos medos aos nossos sonhos, o nosso lado bom e também o ruim. Sem medo de recriminação, sem culpa, sem receio, na certeza de que o outro é parte de tudo isso junto de nós e não está ali para dividir, mas sim para somar conosco, realçando e amplificando os nossos pontos fortes, nos ajudando a superar a nós mesmos e a neutralizar nossas falhas.

Na medida em que permitimos ao outro saber daquilo que se passa dentro da gente, também nós vamos adentrando com cuidado e carinho o mundo interior de nosso parceiro, conhecendo melhor como ele é, do que gosta, o que teme, o que anseia, suas experiências e expectativas diante da vida, assim vamos percebendo onde nos encaixamos e qual o nosso real papel dentro dessa relação. Aos poucos identificamos os pontos que nos ligam e fazemos as conexões que servirão de base para essa relação se solidificar.

Não existe relacionamento perfeito, não existe um alguém perfeito esperando por cada um de nós. O que existe é um alguém que estará disposto junto com você a se permitir caminhar lado a lado pelo mesmo caminho, que te permitirá acessar tudo que se passa dentro dele e que investirá tempo se dedicando a te conhecer, a saber o que se passa dentro de você. E, então juntos vocês construirão essa relação, deixando os excessos de lado, cedendo onde for preciso, respeitando o que precisa ser respeitado, aceitando o que não se pode mudar, e também mudando quando isso for necessário para o crescimento de ambos. Relacionamento com base sólida é construído com tempo, dedicação, paciência e amor. Não acontece de uma hora para outra.

Em um relacionamento estruturado e saudável não nos tornamos um, nos tornamos dois a compartilhar um mesmo caminho, com um mesmo propósito em uma mesma sintonia. Um não caminha mais rápido do que o outro, caminham lado a lado, no mesmo passo, superando juntos cada obstáculo e as adversidades não nos amedronta, porque seja como for, haja o que houver, teremos sempre um ao outro para se apoiar e seguir adiante, e essa certeza por si só nos basta.

Relacionamento com amor é mais do que convivência, é doação, entrega, compreensão e carinho e isso só ocorre quando os parceiros se conhecem verdadeiramente, reconhecendo no outro uma extensão de si mesmos.

( Maisa Baria )

Se o caminho é difícil, se os seus sonhos foram desfeitos, se parte de você foi embora, ou se simplesmente você já não reconhece mais a si mesmo quando se olha no espelho, quero te falar de alguém que pode mudar tudo isso, que pode facilitar a sua caminhada, vislumbrar novos sonhos, fazer com que você sinta a parte que ficou ainda viva dentro de você, e principalmente, proporcionar o reencontro entre seu coração e sua alma... e esse alguém, é claro, é você mesmo.

Em alguns momentos temos a sensação de que apenas existimos, que a vida se foi de dentro de nós há muito tempo. No entanto essa é uma ilusão na qual nos colocamos por não aceitarmos a vida tal qual ela se apresenta. Nos fechamos para o mundo, negando qualquer aproximação, não permitindo que nada entre ou saia de dentro de nosso coração. Impassíveis olhamos a vida se desenrolar a nossa volta como se não fôssemos parte de nada daquilo. Totalmente alheios vemos pessoas que nos amam e querem bem tentando incansavelmente nos resgatar, mas nós não ouvimos aos seus apelos.

Só conseguimos olhar em uma direção, e nessa direção que olhamos tudo que conseguimos vislumbrar é aquilo que perdemos, os vazios que ficaram, as pessoas que se foram. Nosso olhar se perde ao longe como se nossa vida fosse junto com eles, como se vivêssemos lá enquanto nosso corpo fica aqui existindo.

Enquanto você está ai olhando naquela direção, me permita pedir licença e te chamar de volta só um pouquinho para te mostrar outro ângulo... Quero te mostrar o que está a sua volta, falar daquilo que não se perdeu, daqueles que não foram embora...

Têm coisas, eu sei, que não podemos refazer, nem recuperar, mas há ainda tanto que pode ser feito... Se, parte de você se foi (e não tem volta) ainda existe uma parte sua que ficou aqui, que precisa viver, que precisa sonhar, que precisa encontrar uma razão, um porquê. Apesar de tudo que você tem passado, sentido, vivido e chorado, tenho certeza que existe dentro de você uma voz que te pede que tudo isso passe, que você possa sentir alegria de novo, que você possa sonhar, que te faz querer sentir novamente a esperança de uma vida feliz. Essa voz sempre fala dentro da gente, é a nossa alma nos pedindo para reagir, para ficar bem, para lutar, e é essa parte de você que precisa ser reencontrada. Eu sei que o pensamento “Mas não dá para ser feliz agora...” já veio a sua mente, mas eu te pergunto, será que não dá mesmo? Não estou falando de apagar o que passou, nem de esquecer, ou deixar de sentir saudades, estou falando de buscar novas razões, algo que te faça olhar para o agora e aceitar esse presente que a vida te oferece.

Há sempre alguém que ainda precisa sentir o nosso amor e o nosso carinho, alguém que precisa saber que estamos bem. Se você perdeu alguém, olhe a sua volta e perceba que existe alguém com medo de perder você. Se alguém te deixou sozinho, existe aquele que nunca sai do seu lado. Se os seus sonhos foram desfeitos, existem pessoas que ainda te incluem nos sonhos delas. Se nada deu certo, tem gente que daria o mundo para corrigir tudo isso para você. Se tudo se quebrou, tem gente que recolheria os seus cacos com amor e dedicação. Seja essa pessoa seu pai, mãe, filho, irmão, parente, amigo, fato é que tem sempre alguém que se preocupa com a gente, que nos ama, que nos quer bem e que precisa ver o brilho em nossos olhos novamente. Será que por essa (ou essas) pessoas, não vale a pena deixar aquela nossa metade que ainda está aqui viver inteiramente? Se parte de você se foi tente permitir que aquela que ficou sobreviva, e aos poucos te faça sentir-se vivo novamente.

A cada amanhecer nos é feito um convite silencioso de renovação, nos chamando à vida. Deixe então que o reencontro entre sua alma e coração aconteça, permitindo assim que uma fagulha de vida se reacenda dentro de você. Que você possa olhar dentro de seus próprios olhos e reconhecer a si mesmo no fundo desse olhar e que tudo aquilo que se foi não impeça o que está por vir,

(Maisa Baria)

Que a nossa sensibilidade não seja confundida com fraqueza...
...Mas demonstre a nossa capacidade de sentir profundamente...

Que nossas lágrimas não sejam constantes...
...Mas sempre vindas do nosso coração... 

Que a nossa doçura não se perca na indiferença...
...Mas que seja notada e valorizada a cada gesto...

Que nossos medos e inseguranças não nos detenham...
...Mas sirvam de motivação para prosseguir...

Que nossos sonhos não se percam pelo caminho...
...Mas que sejam metas diárias de realização...

Que o nosso sorriso não se desfaça...
...Mas que ele possa levar alegria aqueles que amamos...

Que o brilho de ser mulher não se apague de dentro de nós...
...Mas que ele se renove, multiplique e se espalhe iluminando a todos a nossa volta.

Que a nossa alma não se esqueça do nosso real valor...
...Mas que nos lembre a cada dia o quanto é valioso ser mãe, filha, esposa, irmã, avó, amiga, companheira, prima, tia, sobrinha e tantos outros nomes que temos... que nos fazem lembrar o quanto é maravilhoso ser uma fagulha divina neste mundo e se entregar por inteiro a todas essas emoções.

** 08 de Março / Dia Internacional da Mulher **

(Maisa Baria)




Transforme Ressentimento em Sentimento.
Livre seu coração desse peso.
Sinta a leveza de sua alma.
Harmonize-se com a vida.
Felicidade é estar em Paz.

(Maisa Baria)

Quando as dores da alma se transformam nas dores do corpo, nem mesmo a medicina, hoje em dia já tão avançada, é capaz de explicar suas causas e origens.

Ao sentirmos dores no corpo, em geral, temos o hábito de deixar para lá ou nos automedicar, não dando muita importância aos motivos que levaram aquela dor a aparecer. Mas, às vezes essa dor vem de tal forma insistente que não nos deixa alternativa a não ser recorrer aos médicos em busca de uma solução. No entanto, há muitos casos onde a medicina não consegue solucionar esse problema, foge ao seu alcance a cura e nos tornamos dependentes de remédios que aliviam nosso sofrimento, mas não o finalizam.

Onde existe dor é preciso estar atento ao fato de que é provável localizar ai algum distúrbio de sentimentos e padrões comportamentais. Não é uma regra, mas muitas vezes a dor surge como um pedido de socorro. Quando estamos adentrando por um caminho que não será produtivo para nós, ou nos encontramos em uma condição de pensamentos que nos envenenam a alma, a dor aparece como uma tentativa da vida de nos resgatar, nos obrigando a parar tudo e focar em nós mesmos.

Outra condição que é bastante interessante de ser analisada é o fato de que a dor nos torna mais frágil, e essa fragilidade algumas vezes é positiva para nos reaproximar com pessoas, amigos, amores, familiares, com os quais estávamos travando uma batalha. Quando a dor surge na forma de uma doença, é muito válido observar como a trégua se faz entre as pessoas, todos os motivos que antes eram o bastante para gerar conflitos perdem a força e as pessoas se unem, se solidarizam pelo bem estar e recuperação daquele que agora precisa de carinho e atenção.

Perceba que essa dor, que normalmente surge na hora menos apropriada, nos aflige e nos faz sofrer (não somente a nós mais também aqueles que nos amam) é também uma semente de esperança, pois nos obriga a sair de nossa zona de conforto nos fazendo encarar nossos medos, reavaliar sentimentos e reajustar relacionamentos. Voltando-nos, dessa forma, para dentro de nós mesmos nos coloca frente a frente com os reais valores e significados que a vida deveria ter.

Quantas pessoas descobrem a sua força somente quando são forçadas a serem fortes; Quantas pessoas ultrapassam seus limites quando se veem obrigadas a arriscar e ir além de suas próprias crenças; Quantos de nós nos surpreendemos com o amor ou a dedicação de alguém justamente quando pensamos que não haveria ninguém ao nosso lado. São sementes de esperança que germinam diante da dor nos provando uma vez mais que a vida tem seus próprios meios de nos fazer caminhar.

A dor é um convite à renovação, é um apelo da vida para nos mostrar que alguma coisa está fora do eixo, sendo necessário voltarmos nossos olhos para dentro de nós mesmos e para tudo que nos cerca de forma que possamos perceber o que precisa e pode ser realinhado. Quando não sabemos exteriorizar nossos conflitos internos corretamente acabamos por refletir isso em nosso corpo, armazenando tensões que resultam em dor e sofrimento. Somente o balanço correto entre nossos sentimentos e a realidade a nossa volta, será capaz de liberar o nosso corpo do sofrimento que é imposto pela nossa alma.

Se a visita da dor bate a sua porta antes de indagar “Por quê?” pergunte a si mesmo “Para que?”, a resposta a essa pergunta te indicará o melhor caminho para o reequilíbrio interior tornando-te apto e enfrentar as lutas diárias com mais serenidade e confiança. Quando descobrimos de onde a dor vem aprendemos para onde ela vai.

(Maisa Baria)


Não posso impedir que me machuquem, 
Mas não me permito continuar ferido.
Vai doer? Vai sim.. e dói!
Mas vai passar... e passa!
Só guardo o que me faz bem,
Só conservo o que me eleva a alma,
Só levo comigo o que me torna melhor.

(Maisa Baria)





Quando nossa alma se liga a outra alma pelos laços do amor, passamos a escrever em livros diferentes páginas de uma mesma história.
Ainda que o tempo ou a distância nos separe, esse sentimento nos manterá conectados por toda a eternidade.

(Maisa Baria)