Quando dois caminhos diferentes se abrem a nossa frente e precisamos escolher por qual dos dois seguir nem sempre fazer essa escolha é simples, geralmente nos vemos em meio a questionamentos, incertezas e a dúvida se instala dentro de nossos corações e de nossa mente, de forma que se em um momento temos certeza que o caminho da direita é o melhor, no momento seguinte o da esquerda nos parece mais interessante e atrativo.
Como escolher diante de dois caminhos que despertam dentro de nós as mais variadas e diferentes sensações? Seria muito simples se nossa vida fosse traçada por um caminho único e reto, bastaria seguir adiante, sem surpresa, sem dúvidas, sem medos, mas também sem emoções, tal qual robozinhos em esteiras rolantes que nos levariam do inicio ao fim apenas apreciando a paisagem a nossa volta, sem fazer na verdade parte dessa paisagem, de forma que a vida apenas passasse por nós, ou nós passássemos pela vida, tanto faz, o fato é que não estaríamos vivendo, apenas existindo.
Quando diferentes possibilidades se apresentam diante de nós, somos forçados a assumir o controle de nossas vidas e tomar uma decisão, fazer uma escolha, é justamente essa capacidade interior de analisar, ponderar, meditar, avaliar, escolher e decidir que nos capacita a exercitar o nosso livre arbítrio nos colocando no controle de nossas ações e também das reações que estarão por vir de acordo com a consequência de nossas escolhas, dessa forma nos tornamos responsáveis diretos pelo rumo que a nossa vida segue, pela forma que ela vai se moldando e principalmente pelos caminhos que irão se abrir ou se fechar mais adiante.
Escolher é fácil? Não, não é! É preciso sair de nossa zona de conforto e se colocar de frente com a situação para poder analisar de forma mais profunda e fazer uma escolha consciente. Quem permanece na posição de espectador se coloca na posição passiva de quem aceita o que vier sem sentir-se no direito de dizer “Não” vendo-se obrigado a engolir muitos sapos, ou ainda sem ter coragem de dizer “Sim” permitindo que as oportunidades passem diante de seus olhos sem agarrá-las.
Escolher é correr o risco de dizer Sim ou Não, aceitando as consequências que virão, analisando com carinho todo o caminho que foi percorrido para se chegar até aqui, observando as pessoas que se mantiveram ao nosso lado, aquelas que nunca desistiram de nós mesmo quando duvidamos de nosso potencial. Escolher é lançar um olhar inquisidor a cada uma das estradas, com suas opções, encantos e desencantos e tentar visualizar-se nela com tudo que ela lhe oferece e com tudo que ela lhe retira, e é justamente ali, quando você se colocar em cada um dos caminhos que você deverá sentir o seu coração para saber por onde ir.
O caminho certo não é aquele que faz o seu coração descompassar e bater aceleradamente, causando-lhe inquietação, mas aquele que faz o seu coração sentir-se pleno, sereno e revigorado, de forma que você se sinta completo ainda que tenha aberto mão de certas situações para caminhar por ele, mas ainda assim ele é o único capaz de trazer Paz ao seu coração.
( Maisa Baria )
Nem sempre é fácil falar o que vai em nosso coração. Algumas vezes tentamos nos expressar e as palavras se misturam e se confundem, saem atropeladas e perdem todo o sentido que gostaríamos de dar a elas.
Quando a comunicação não acontece e não conseguimos fazer com que aquele nos ouve entenda claramente o que pensamos e sentimos (ainda que não concorde) o melhor a fazer é adiar a conversa, dedicando um pouco mais de tempo para pensar e repensar, ordenar melhor nossas ideias a fim de expressá-las de forma mais clara e objetiva.
Na maioria das vezes não é o outro que não nos entende, mas nós que não conseguimos nos expor e nos fazer compreender. Gaste um pouquinho mais de tempo organizando as coisas dentro de você antes de colocá-las para fora. Tenha o cuidado e o carinho de entender a si mesmo antes de querer que os outros te entendam.
Quando a mente, o coração e a alma estão na mesma sintonia as palavras tem o peso da verdade e a leveza do amor tornando mais fácil a compreensão do seu significado e o entendimento de suas intenções.
( Maisa Baria )
Não é preciso compreender tudo que se passa dentro de um coração para respeitar todo sentimento que ele é capaz de sentir. Cada indivíduo é livre para amar e querer bem da maneira que melhor lhe alegre a alma.
O que se passa dentro de um coração? O que vai na alma de uma pessoa? Por que o amor chega de forma tão inesperada e até inapropriada algumas vezes? Não existem respostas concretas e objetivas, tudo o que sabemos é que ninguém escolhe quem vai amar, ninguém diz ao coração para amar este ou aquele, é o coração quem vai lentamente nos contando que já está enamorado, vai nos dando sinais de que está acontecendo e quando nos damos conta já foi, já era, e estamos apaixonados.
E, muitas vezes, se pudéssemos escolher (usando a sensibilidade ou a razão) nossas escolhas seriam diferentes, talvez escolhêssemos alguém que combinasse mais com a gente, que gostasse das mesmas coisas, que não tivesse aquele hábito, que não fosse daquela profissão, que tivesse as mesmas crenças, mas não é assim que o amor acontece. Não existe um questionário a ser preenchido, nem fase de avaliação de aptidões, não é como em uma entrevista de emprego, não existe um processo seletivo, simplesmente um dia você se dá conta que está amando e pronto, foi assim que aconteceu.
Não podemos julgar o que o outro sente, nem tão pouco dizer que isto é certo e aquilo errado, pois não estamos dentro do outro, tudo o que conhecemos é o que se passa aqui fora. Mas é lá dentro, na alma de cada um, que as coisas realmente acontecem e por essa razão todos os argumentos que usarmos para tentar justificar que amar deste ou daquele jeito, esta ou aquela pessoa, é o correto (ou o errado) serão infundados, uma vez que só podemos nos basear em nosso próprio achismo, usando a nossa própria percepção (provavelmente distorcida) da realidade, porque o que de fato é real é o que está dentro de cada um, na essência da pessoa, e isso não podemos alcançar olhando aqui de fora, portanto não podemos compreender.
Se nos fosse dada a opção de escolher a quem amar, acredito que não existiriam amores complicados, pois certamente ninguém escolheria um relacionamento trabalhoso, não só do ponto de vista da relação em si, mas às vezes também difícil no que diz respeito a sociedade e seus preconceitos. Seria tão mais simples e coerente optar por algo que não exigisse tanto de nós. Seria a relação perfeita! (Será?).
Sim eu acredito que os amores seriam menos complicados, mas também menos intensos. Para onde iria aquele frio na barriga ao ouvir a voz da pessoa amada, que logo é substituído pelo calor no peito quando ela se aproxima de você, tudo isso sincronizado com o pensamento de não estar com as bochechas vermelhas ou gaguejando na hora de conversar? E aquelas noites em claro pensando no que fazer, no que falar? E todas as vezes que você ficou se perguntado se ligava ou não ligava, escrevia ou não escrevia. Para onde iria toda essa maravilhosa paranoia que nos envolve quando estamos apaixonados e nos rouba o sono tantas vezes simplesmente porque não sabemos se o outro sente o mesmo. Definitivamente eu prefiro a incerteza de mil emoções explodindo no meu peito.,
E se você se identificou com todas as emoções que descrevi, saiba que aquela pessoa que ama de uma forma as vezes não convencional também se identificou, porque sentimos intensamente os mesmos sentimentos, choramos, sofremos, amamos, rimos, e no fundo queremos a mesma coisa ser feliz, encontrar a metade da nossa laranja (mesmo que seja um limão). Cada um sabe qual a necessidade da sua felicidade e não temos o direito de julgar o outro, de dizer sim ou não para a vida do outro, de apontar caminhos quando não queremos que os nossos caminhos sejam apontados.
Se você não é capaz de compreender o que o outro sente, não tem problema, você não precisa entender. Apenas aceite que cada um trilha seu próprio caminho, cada um tem o direito de escrever sua própria história. Respeitar as diferenças é o que nos torna semelhantes.
(Maisa Baria)
Se o caminho é difícil, se os seus sonhos foram desfeitos, se parte de você foi embora, ou se simplesmente você já não reconhece mais a si mesmo quando se olha no espelho, quero te falar de alguém que pode mudar tudo isso, que pode facilitar a sua caminhada, vislumbrar novos sonhos, fazer com que você sinta a parte que ficou ainda viva dentro de você, e principalmente, proporcionar o reencontro entre seu coração e sua alma... e esse alguém, é claro, é você mesmo.
Em alguns momentos temos a sensação de que apenas existimos, que a vida se foi de dentro de nós há muito tempo. No entanto essa é uma ilusão na qual nos colocamos por não aceitarmos a vida tal qual ela se apresenta. Nos fechamos para o mundo, negando qualquer aproximação, não permitindo que nada entre ou saia de dentro de nosso coração. Impassíveis olhamos a vida se desenrolar a nossa volta como se não fôssemos parte de nada daquilo. Totalmente alheios vemos pessoas que nos amam e querem bem tentando incansavelmente nos resgatar, mas nós não ouvimos aos seus apelos.
Só conseguimos olhar em uma direção, e nessa direção que olhamos tudo que conseguimos vislumbrar é aquilo que perdemos, os vazios que ficaram, as pessoas que se foram. Nosso olhar se perde ao longe como se nossa vida fosse junto com eles, como se vivêssemos lá enquanto nosso corpo fica aqui existindo.
Enquanto você está ai olhando naquela direção, me permita pedir licença e te chamar de volta só um pouquinho para te mostrar outro ângulo... Quero te mostrar o que está a sua volta, falar daquilo que não se perdeu, daqueles que não foram embora...
Têm coisas, eu sei, que não podemos refazer, nem recuperar, mas há ainda tanto que pode ser feito... Se, parte de você se foi (e não tem volta) ainda existe uma parte sua que ficou aqui, que precisa viver, que precisa sonhar, que precisa encontrar uma razão, um porquê. Apesar de tudo que você tem passado, sentido, vivido e chorado, tenho certeza que existe dentro de você uma voz que te pede que tudo isso passe, que você possa sentir alegria de novo, que você possa sonhar, que te faz querer sentir novamente a esperança de uma vida feliz. Essa voz sempre fala dentro da gente, é a nossa alma nos pedindo para reagir, para ficar bem, para lutar, e é essa parte de você que precisa ser reencontrada. Eu sei que o pensamento “Mas não dá para ser feliz agora...” já veio a sua mente, mas eu te pergunto, será que não dá mesmo? Não estou falando de apagar o que passou, nem de esquecer, ou deixar de sentir saudades, estou falando de buscar novas razões, algo que te faça olhar para o agora e aceitar esse presente que a vida te oferece.
Há sempre alguém que ainda precisa sentir o nosso amor e o nosso carinho, alguém que precisa saber que estamos bem. Se você perdeu alguém, olhe a sua volta e perceba que existe alguém com medo de perder você. Se alguém te deixou sozinho, existe aquele que nunca sai do seu lado. Se os seus sonhos foram desfeitos, existem pessoas que ainda te incluem nos sonhos delas. Se nada deu certo, tem gente que daria o mundo para corrigir tudo isso para você. Se tudo se quebrou, tem gente que recolheria os seus cacos com amor e dedicação. Seja essa pessoa seu pai, mãe, filho, irmão, parente, amigo, fato é que tem sempre alguém que se preocupa com a gente, que nos ama, que nos quer bem e que precisa ver o brilho em nossos olhos novamente. Será que por essa (ou essas) pessoas, não vale a pena deixar aquela nossa metade que ainda está aqui viver inteiramente? Se parte de você se foi tente permitir que aquela que ficou sobreviva, e aos poucos te faça sentir-se vivo novamente.
A cada amanhecer nos é feito um convite silencioso de renovação, nos chamando à vida. Deixe então que o reencontro entre sua alma e coração aconteça, permitindo assim que uma fagulha de vida se reacenda dentro de você. Que você possa olhar dentro de seus próprios olhos e reconhecer a si mesmo no fundo desse olhar e que tudo aquilo que se foi não impeça o que está por vir,
(Maisa Baria)
Algumas
vezes quando tentamos traduzir nossas emoções em palavras elas acabam
se perdendo e nos enrolamos para dizer o que de fato queremos escolhendo
as palavras erradas na hora de colocar os sentimentos para fora.
Ao passo que falamos e ouvimos a nossa própria voz, já sabemos que não era exatamente isso o que deveria ser dito, que aquilo não traduz o que gostaríamos de falar, e que quanto mais tentamos nos explicar mais nos distanciamos do que queríamos dizer. Percebemos na fisionomia daquele que nos escuta e em sua reação que a comunicação não aconteceu. Entre o que sentimos, o que dissemos e o que o outro entendeu ficou uma lacuna que por mais que tentemos não conseguimos preencher.
Essa falha de comunicação acontece principalmente porque muitas vezes não colocamos o nosso coração naquilo que estamos falando. Queremos dizer uma coisa mas não queremos dizer aquilo exatamente como pensamos, então procuramos palavras alternativas que possam “dar a entender” o que queremos, só que nem sempre quem nos escuta entende, e é justamente ai que a confusão começa. Quando não dizemos claramente o que pensamos abrimos uma porta para que o outro possa entender e interpretar o que dissemos a seu modo.
Normalmente agimos assim porque queremos nos preservar não revelando ao outro tudo que vai dentro de nós, falamos mas só até certo ponto, mais do que isso nos sentimos expostos, ou seja, damos as informações pela metade e esperamos que o outro compreenda o todo, quando isso não acontece nos frustramos.
Outra situação muito comum é tentar antecipar como o outro vai reagir, o que vai pensar e dizer, e por acreditar que sabemos como o outro vai se comportar conduzimos a conversa condicionada a esse prejulgamento, sem expor o que sentimos com transparência, oferecemos uma versão adaptada do que de fato gostaríamos de dizer.
Se queremos que alguém nos escute com a alma, será preciso falar com o coração, sem meias palavras, sem dar a volta no assunto, sem esperar que o outro adivinhe aquilo que não foi falado. Seja sincero e claro com o que você pensa, transparente e verdadeiro com o que sente, só assim o outro vai saber exatamente o que você quer, o que espera, o que te faz feliz ou não, do que gosta ou não gosta. Perceba que quando você exterioriza com clareza suas opiniões e sentimentos não deixa espaço para dúvidas e interpretações erradas, evitando assim qualquer mal entendido.
Somente quando falamos com o coração conseguimos exteriorizar verdadeiramente a nossa essência. Harmonizando o que pensamos, sentimos e transmitimos, permitimos ao outro um melhor entendimento a nosso respeito e compreensão do que nos vai na alma.
Seja qual for a conversa que você precisa ter, respire fundo e comece sempre falando com o coração...
(Maisa Baria)
Ao passo que falamos e ouvimos a nossa própria voz, já sabemos que não era exatamente isso o que deveria ser dito, que aquilo não traduz o que gostaríamos de falar, e que quanto mais tentamos nos explicar mais nos distanciamos do que queríamos dizer. Percebemos na fisionomia daquele que nos escuta e em sua reação que a comunicação não aconteceu. Entre o que sentimos, o que dissemos e o que o outro entendeu ficou uma lacuna que por mais que tentemos não conseguimos preencher.
Essa falha de comunicação acontece principalmente porque muitas vezes não colocamos o nosso coração naquilo que estamos falando. Queremos dizer uma coisa mas não queremos dizer aquilo exatamente como pensamos, então procuramos palavras alternativas que possam “dar a entender” o que queremos, só que nem sempre quem nos escuta entende, e é justamente ai que a confusão começa. Quando não dizemos claramente o que pensamos abrimos uma porta para que o outro possa entender e interpretar o que dissemos a seu modo.
Normalmente agimos assim porque queremos nos preservar não revelando ao outro tudo que vai dentro de nós, falamos mas só até certo ponto, mais do que isso nos sentimos expostos, ou seja, damos as informações pela metade e esperamos que o outro compreenda o todo, quando isso não acontece nos frustramos.
Outra situação muito comum é tentar antecipar como o outro vai reagir, o que vai pensar e dizer, e por acreditar que sabemos como o outro vai se comportar conduzimos a conversa condicionada a esse prejulgamento, sem expor o que sentimos com transparência, oferecemos uma versão adaptada do que de fato gostaríamos de dizer.
Se queremos que alguém nos escute com a alma, será preciso falar com o coração, sem meias palavras, sem dar a volta no assunto, sem esperar que o outro adivinhe aquilo que não foi falado. Seja sincero e claro com o que você pensa, transparente e verdadeiro com o que sente, só assim o outro vai saber exatamente o que você quer, o que espera, o que te faz feliz ou não, do que gosta ou não gosta. Perceba que quando você exterioriza com clareza suas opiniões e sentimentos não deixa espaço para dúvidas e interpretações erradas, evitando assim qualquer mal entendido.
Somente quando falamos com o coração conseguimos exteriorizar verdadeiramente a nossa essência. Harmonizando o que pensamos, sentimos e transmitimos, permitimos ao outro um melhor entendimento a nosso respeito e compreensão do que nos vai na alma.
Seja qual for a conversa que você precisa ter, respire fundo e comece sempre falando com o coração...
(Maisa Baria)





