Maisa Baria: dificuldades

Maisa Baria

Pensamentos e Reflexões



Tem gente que julga a vida do outro fácil...
Mas deixa eu te contar o que é difícil...
Difícil é manter seus olhos fixados no seu próprio caminho,..
Difícil é não se desviar da sua trajetória e focar em si mesmo...
E isso é ainda mais difícil quando vc está olhando na direção errada... em caminho que não te pertence...
Pare de olhar o caminho que os outros estão percorrendo... Foque na sua vida!!!

(Maisa Baria)

Não adianta ter pressa de colocar as coisas no lugar, nem tão pouco achar que vamos mudar quem somos e como agimos de uma hora para a outra, é devagar que tudo vai encontrando o caminho certo e entrando no eixo.

Tem horas que a vida da gente está uma bagunça, nos sentimos perdidos dentro de nossa própria realidade, parece que estamos em uma casa onde tudo está fora do lugar, até que um belo dia cansados de viver no caos resolvemos que é hora de colocar tudo em ordem, respiramos fundo, arregaçamos as mangas e com muita pressa iniciamos um processo de reforma íntima, reforma externa, reforma ao redor, queremos tudo arrumado rapidamente e, para ontem de preferência... Depois de um tempo nos encontramos cansados, exaustos e a bagunça permanece a mesma. 

Uma sensação de frustração nos acomete e olhamos a nossa volta quase sem acreditar que depois de tanto esforço nada adiantou, e então perguntamos a nós mesmos “Onde foi que eu errei?”, “Tentei, tentei e nada mudou.”, “Será que vale a pena?”. Uma sensação de impotência misturada com um pouco de tristeza se acomete de nós e passamos a acreditar que não somos capazes de ajeitar as coisas, que esse papo de que a força está dentro de nós e que podemos sim realizar uma mudança só pode ser brincadeira.

É possível fazer essa mudança? É sim! ... Dá para colocar tudo no lugar? Dá sim! ... Eu posso realmente fazer isso? Pode sim! ... Mas tem que ser com calma, respeitando o seu tempo , dando um passo de cada vez.

Pense em uma casa que há muito tempo não é limpa e organizada, onde tudo está espalhado e fora de ordem, se você decidir organizar essa casa, será impossível fazer isso em um único dia. Você pode até “dar uma geral”, mas limpar mesmo, colocar as coisas no devido lugar, saber que tudo está no lugar certo, organizado e em ordem novamente, levará tempo. Assim também acontece com a nossa vida, não dá para colocar tudo em ordem de um dia para o outro, você pode até se apressar e “dar uma geral”, mas sabemos que essa geral não inclui detalhes que fazem toda diferença entre ter as coisas no lugar ou não. Colocar as coisas aparentemente no lugar, não é o mesmo do que deixar tudo em ordem.

Sendo assim, ao invés de respirar fundo e sair apressado tentando ajeitar as coisas, que tal começar respirando lentamente e tentar mentalmente listar tudo o que precisa ser feito, e então quando você souber exatamente o que deseja fazer, como isso deve ser feito e de que forma deseja realizar essas mudanças ai sim é hora de arregaçar as mangas e colocar as mãos na massa. Além de ter em mente o que precisa ser mudado é preciso também estar consciente do porque isso precisa ser mudado. Toda mudança precisa acontecer de dentro para fora, quando nos conscientizamos de que é preciso mudar, do porque precisamos dessa mudança e que isso é de fato o melhor para nós, nos capacitamos a colocar isso em prática com segurança e determinação.

Não se preocupe com o tempo que esse processo pode levar, cada pessoa tem o seu próprio tempo, cada passo tem a sua própria velocidade. Não há nada de errado em mudar lentamente, não há problema em precisar de um pouco mais de tempo para ajeitar as coisas, não se culpe por isso, não se cobre por isso, respeite o seu tempo, o processo pode ser lento mas precisa ser contínuo.

Quando você colocar a sua casa interior em ordem, organizar seus sentimentos e pensamentos, suas atitudes e escolhas estarão em sintonia e naturalmente o mundo aqui fora responderá no mesmo ritmo.

Devagar, um passo de cada vez e logo a vida estará correndo a seu favor.

(Maisa Baria)




A vida nos oferece diariamente desafios proporcionais a nossa capacidade de realização, somos capazes de definir pensamentos, escolher caminhos e discernir a respeito das soluções possíveis, são nossas atitudes que definem o nosso destino.

Não podemos ficar parados esperando que os outros resolvam os nossos problemas ou apresentem soluções para nossas dificuldades, tão pouco culpa-los pela situação em que nos encontramos (ainda que alguém tenha contribuído por nos colocar em determinada situação, manter-se nela é uma escolha individual), portanto seja como for culpar os outros pelo que nos acontece ou esperar deles uma solução é uma ilusão, quanto mais rápido percebermos isso menos entregues ao sofrimento ficamos, e mais rapidamente nos movimentamos em busca de uma solução para nossos problemas.

Quando nos colocamos na posição de vítima, acreditamos que nada dá certo, nada pode ser feito e que o mundo a nossa volta está conspirando contra nós, temos a nítida sensação de que existe mesmo um complô entre os acontecimentos que se sucedem e a incompreensão das pessoas ao redor de nós. Não percebemos que quando assumimos esse papel ficamos inertes esperando que algo aconteça, que alguém apareça, que os outros façam alguma coisa, que uma solução bata a nossa porta, tudo o que vem a nossa mente são condições “externas” que pipocam como soluções, não nos damos conta que a verdadeira solução está dentro de nós, tem que vir de uma mudança interna, uma nova forma de ver a vida e se posicionar diante do mundo. Somente quando saímos da posição de vítima e entendemos que temos sim responsabilidade para com tudo que nos acontece encontrarmos a serenidade necessária para enfrentar nossos desafios com inteligência e maturidade.

Eu sei, e já ouvi isso, que falar é fácil, porém mesmo sendo a vida difícil existem pessoas que diante dos desafios não desistem, não se rendem, continuam lutando e buscando uma saída, mesmo diante de todas as dificuldades se mantém firme, essas pessoas cedo ou tarde vão encontrar o que procuram, vão dar a volta por cima e superar, porque não se deixaram intimidar pelo tamanho dos problemas. Enquanto isso outras ainda estarão inertes, se achando vitimas das circunstâncias, se sentindo incapazes de mudar as coisas a sua volta, sem se darem ao menos a oportunidade de perceber que toda a força que precisam está dentro delas mesmas. Não sei você, mas eu sei bem qual dos dois tipos de pessoa eu prefiro ser.

Algumas vezes somos o nosso maior adversário, pois não nos permitimos tentar, nos boicotamos dizendo a nós mesmos que vai dar errado e só de pensar na possibilidade de dar errado nos privamos da chance de tentar, eliminando por completo a possibilidade de dar certo. Quando não acreditamos no nosso potencial e não utilizamos essa força interior a nosso favor estamos indiretamente colocando essa força contra nós, porque a alimentamos com sentimentos de baixa estima, de incapacidade, de derrota, e assim esse tipo de sentimento vai ganhando espaço e peso em nossas vidas, de forma que nos sentimos engolidos por eles. Não desista de você antes de tentar, não acredite na derrota antes mesmo de buscar uma alternativa, e mesmo que você já tenha se frustrado em outras buscas, não desista, resista e tente novamente.

Aceite o desafio que a vida te apresenta, saia da posição de vítima, assuma o controle da situação, se capacite, mude a trama e o enredo, quanto mais depressa você se colocar no controle mais rápido sairá dessa situação que te incomoda.

(Maisa Baria)


Os momentos de dificuldade não duram para sempre, ainda que diante dos problemas a sensação que temos é a de que eles são intermináveis, a verdade é que eles também chegarão ao fim.

Todo acontecimento tem um tempo certo de duração, tempo esse que não é medido em dias ou anos, mas sim de acordo com o ensinamento que traz contido em si e que deve ser acrescentado a nossa alma. Sendo assim quando absorvemos determinada experiência e amadurecemos com ela, ela deixa de ter uma função e por isso deixa de existir, dando lugar a algo novo que ainda precisa ser vivenciado. Não adianta ter pressa e querer que tudo aconteça rapidamente, a vida tem seu próprio ritmo e seus próprios meio de encerrar um ciclo para iniciar outro. As coisas começam a ir para o lugar quando estamos amadurecidos o suficiente para nos adaptarmos a elas.

Cada dificuldade que enfrentamos desperta em nós um novo potencial, revelando a nossa força interior, nos fazendo descobrir peculiaridades a nosso respeito que desconhecíamos e aflorar habilidades que nem imaginávamos. É justamente nos momentos de crise que nos redescobrimos e olhamos para nós mesmos com olhos de surpresa, pois percebemos diante do “impossível” que nossos limites e capacitações vão muito além do que julgávamos. É nesse momento que voltados para dentro de nós aprendemos a reconhecer nossas limitações e todo o poder de realização que possuímos.

É a nossa capacidade de seguir em frente mesmo quando nos sentimos pela metade; a vontade de viver mesmo quando sentimos que parte de nós já está morta; a fé que nos faz seguir em frente e não desistir no meio do caminho ainda que a dor dentro do nosso peito nos grite para parar; a certeza de que mesmo caídos ainda podemos levantar e seguir em frente com todas as cicatrizes que marcam a nossa alma; são todos esses esforços juntos com tantos outros que demonstram a grandeza que existe dentro de nós, é a nossa força interior revelando toda a nossa capacidade de superação.

Tal qual uma roda gigante a vida segue girando, em alguns momentos somos colocamos lá em cima, em outros estamos lá embaixo, nada é definitivo a não ser a certeza de que continuamos a girar, tudo se movimenta e nada fica estagnado. Viver não é fácil, mas é a coragem de não desistir de si mesmo e manter-se firme na espera de que a roda da vida nos leve novamente para o topo que nos dá a certeza de que a vida recomeça a cada dia nos trazendo toda manhã um convite de renovação, crescimento e superação.

As dificuldades duram somente o instante necessário para o nosso aprendizado, quando esse instante termina percebemos que somos capazes de lidar com aquele problema que antes nos afligia, não porque o problema diminuiu, mas porque crescemos diante dele.

(Maisa Baria)