Maisa Baria: erro

Maisa Baria

Pensamentos e Reflexões


Para termos uma vida feliz é preciso observar a todo instante as atitudes que podem fazer com que essa felicidade aconteça. O amor que nós amamos é feito de pequenos gestos, são nas pequenas coisas que expressamos a sua grandiosidade.

Quando exercitamos o amor que sentimos nas atitudes do dia a dia, na maneira com a qual nos comunicamos com o outro, demonstrando respeito, carinho, atenção, se fazendo presente, fortalecemos os laços que nos unem e nos aproximamos uns dos outros.

O amor fortalece a relação humana. Pais e filhos terão uma relação mais sólida e real ao passo que o amor é exercitado diariamente entre eles; familiares se sentiram mais próximos quando tratados com amor; amigos serão mais amigos conforme se conhecem e se aproximam; casais serão mais cúmplices à medida que se amam mais. Quanto mais exteriorizamos o amor que sentimos em palavras, atitudes e gestos, mais forte esse sentimento se torna. 

No entanto é preciso aceitar que por mais que eu me esforce e queira fazer tudo certo em alguns momentos eu vou errar com as pessoas que amo, e quando eu errar preciso ter consciência de “como eu erro?”, “quando eu erro?” e “por que eu erro?”, e a partir dessa reflexão tentar me corrigir e melhorar onde posso na tentativa de conseguir neutralizar e evitar essas situações que me levam ao erro.

É preciso buscar o autoconhecimento, saber como funcionamos internamente. O que te irrita? O que te leva ao seu limite? É preciso conhecer essas respostas para então disciplinar-se, trabalhar essas questões sem se acomodar ou se sabotar dizendo “ah é o meu jeito”. Não se entregue a fraqueza, precisamos ser fortes em todos os sentidos, e precisamos ser ainda mais fortes quando isso requer de nós encararmos a nós mesmos, identificar nossas falhas, admiti-las e estar disposto a corrigi-las para superá-las. Essa é a nossa luta pessoal contra nossas fraquezas e a favor de nossas virtudes.

Da mesma forma que nós, ainda que sem querer, iremos magoar aqueles que amamos, também nós seremos magoados. É preciso lembrar que na dinâmica do amor está o perdão. O outro também vai falhar, também vai errar e será a nossa vez de estar do lado de lá dessa situação, perdoar ou não? Quantas vezes eu devo perdoar? Tantas quantas eu tiver motivos para isso. Tantas quantas eu puder compreender que se eu erro, o outro erra também. Se eu falo demais, o outro também fala. Se muitas vezes digo coisas sem pensar, o outro também diz. Não existe limite para quantas vezes devemos perdoar. 

Toda atitude de perdão deve ser motivadora de uma atitude de mudança que deve compreender todos os envolvidos. Quem foi perdoado deve se comprometer consigo mesmo e com o outro a não recair no mesmo erro (daí o autoconhecimento). Quem perdoou deve estipular limites e deixar claro seu posicionamento em relação ao ocorrido. Quem tem disposição para amar tem também disposição interior para perdoar, para entender, para se comprometer e mudar.

Vamos colocar amor em nossas vidas, agindo com cuidado com aqueles que amamos, tentando o quanto possível evitar o erro que causa mágoa e arrependimento, e se preciso for compreender com carinho que o outro também erra. Somente o amor sincero e verdadeiro quando exercitado com ternura é capaz de tocar e unir verdadeiramente as almas.

( Maisa Baria )



Somos o resultado das nossas experiências somadas aos valores que nos foram passados desde a infância, multiplicado pelas nossas próprias buscas por respostas, dividido pela influência de cada pessoa com a qual convivemos e do mundo a nossa volta, o balanço final dessa equação será exatamente aquilo que somos, potencializado com a essência do nosso ser.

Parece complexo e talvez não faça o menor sentido nada disso, mas a verdade é que tudo isso só é uma tentativa lúdica de explicar que somos diferentes uns dos outros. As inúmeras variáveis possíveis para essa equação resultam em uma probabilidade infinita de resultados, o que torna impossível dois seres iguais. Portanto, dentro de cada um de nós existe uma verdade, uma concepção do que é certo ou errado, e nem sempre (ou quase nunca) essas verdades coincidem. 

Existem pessoas que acreditam que a sua verdade é incontestável, considerando errado qualquer outro pensamento ou comportamento que não se enquadre dentro do seu padrão de certo e errado, esquecendo-se de que o outro talvez tenha uma concepção de vida totalmente diferente da sua, o que não o torna errado, apenas diferente. 

É preciso perceber que o outro, assim como nós, tem direito a expressar-se da maneira que acredita ser mais adequada, não precisamos concordar um com o outro, mas devemos nos respeitar afim de que juntos possamos aprender e somar. Há sempre algo a ser aprendido com aquele que pensa diferente de nós. Se nos dermos a chance de ouvir, de escutar, sem preconceito, sem receios, apenas de alma aberta ouvir o que ele tem a dizer, vamos descobrir que assim como nós, dentro de suas próprias verdades, o outro também tem seu valor.

Acredito então que exista a minha verdade, a verdade do outro e a verdade da vida, é que é justamente nessa troca de experiências e aprendizado que adquirimos mais ensinamentos, nos capacitando diante da vida de forma a nos aproximarmos cada vez mais daquilo que é real.

Acreditar que somos detentores de uma verdade absoluta é uma ilusão, acreditar que a vida acontece de fora para dentro, onde nos colocamos como o centro de tudo, é egocêntrico e irreal. A vida acontece todos os dias ao nosso redor independente de nossa vontade, e somos chamados a refletir a todo instante. A grande sabedoria está em perceber que a vida acontece de dentro para fora, exteriorizamos ao mundo aquilo que somos e recebemos do mundo, através da bondade da vida, aquilo que nos falta.

Se você não pode entender a verdade que se passa dentro do outro, não tem problema, apenas compreenda e aceite que ele também tem seus motivos e suas razões. E, quando possível, permita-se ouvir o que ele tem a dizer, você vai se surpreender ao perceber que talvez, vocês sejam mais parecidos do que imaginava.

Essa é a minha verdade Emoticon wink

( Maisa Baria )



Seja lá o que for que aconteceu, seja o que for que você fez ou deixou de fazer, ninguém erra querendo errar...

Erramos por falta de conhecimento, por imaturidade, porque de alguma forma acreditamos que aquele caminho (errado) era o melhor a ser seguido...

É só depois (e às vezes muito depois) lá na frente, quando tudo desmorona, que nos damos conta que não era o melhor coisa nenhuma...

Dai vem "o cair em si", o entendimento, o aprendizado, o amadurecimento e crescemos diante dessa experiência...

Quando tropeçamos e nos reerguemos nos tornamos mais experientes, mais esclarecidos a respeito da vida e seus caminhos, podemos então olhar para trás e saber que aquilo não foi o ideal...

Não se culpe pelo que já foi, use isso a seu favor como aprendizado que te capacitará a fazer melhores escolhas de agora em diante... Concentre-se no que está por vir...

Continuar olhando para trás se culpando só te rouba o tempo que podia ser usado para olhar pra frente, que é onde você quer estar...

Por isso se tudo deu errado, não se culpe, errar também faz parte do aprendizado.

(Maisa Baria)