Se nos amarramos ao passado e o prendemos dentro de nós, não liberamos espaço para que a vida nos apresente um novo caminho. Ainda que a vida insista e coloque uma nova oportunidade diante de nós, não a enxergamos, não identificamos essa possibilidade, pois estamos trancados dentro de nós mesmos presos a um passado que já não existe mais. Não permitindo dessa forma que o passado se vá e que o novo chegue.
Quando martirizamos dentro de nós uma experiência negativa, nos prendemos a esse sentimento e ele não vai embora. O tempo, como já diziam nossos avós (ou tataravós), é o melhor remédio, pois quando administramos a dor e a preocupação do jeito certo, observando o que é possível fazer para diminuir essa for, ou tentando encontrar uma possibilidade de resolver o que nos preocupa, enfrentamos aquilo que nos aflige, aceitamos nossas limitações e nos damos conta da nossa real capacidade de olhar de frente o que nos tira o sono e buscar uma solução.
Quando eu faço tudo o que está ao meu alcance para resolver essas pendências emocionais, abro espaço para o passado passar e consequentemente abro espaço para que o novo chegue. Caso contrário, ao retermos o acontecimento que nos causa sofrimento dentro de nós vivemos em um processo contínuo de sofrimento, mágoa e dor, que só ocasionarão novas feridas não permitindo a cicatrização do que já foi.
O ressentimento é um processo doloroso que nos leva a sentir novamente tudo que já passou, por uma, duas, três vezes, ou mais, e em cada uma delas, saímos mais machucados. Ressentir é perder a oportunidade de deixar que nossas feridas cicatrizem. Por isso é importante, tanto quanto possível, manter os nossos sentimentos e ressentimentos, nossas carências, dores e angústias sob controle, de forma que possamos iniciar um novo processo para nos libertarmos desses sentimentos que só nos trazem consequências negativas e que ao invés de nos ajudar, nos afundam cada dia mais.
Todo mundo em algum momento é (ou será) machucado, faz parte da vida. Às vezes as pessoas nos ferem com palavras, outras com atitudes, e algumas vezes até pela falta delas, seja como for, não temos como impedir que as pessoas façam suas próprias escolhas, no entanto permitir que a palavra que fere, ou a atitude que machuca, venham a causar em mim um processo de ressentimento é minha escolha. Nós escolhemos quando já é o suficiente e damos um basta na situação. O tempo que isso nos afeta precisa ser administrado por nós.
Há sempre uma ferida que precisa ser curada, todos os dias. Quando você sentir que o seu coração foi atingido, comece imediatamente o processo de se permitir cicatrizar, pois esse processo pode ser lento, longo e doloroso. Quanto mais tempo você demorar para iniciá-lo, por mais tempo haverá uma ferida aberta dentro de você, e quando há uma ferida latente dentro de nós perdemos a disposição para tudo, para a vida, para os amigos, para os familiares, para o trabalho e até para nós mesmos.
Se te machucaram, se te magoaram, se feriram você, não se martirize com isso, use como aprendizado para não fazer ao outro, não permita que essa dor vire amargura. A tristeza deve ser um exercício de superação, vivencie esse momento doloroso com o propósito de superar-se, pois se não for superado virará amargura e o coração amargurado não é capaz de perceber a vida, e quando deixamos de perceber a vida corremos o risco de apenas passar pela vida sem vivê-la.
( Maisa Baria )
Somos
o resultado das nossas experiências somadas aos valores que nos foram
passados desde a infância, multiplicado pelas nossas próprias buscas por
respostas, dividido pela influência de cada pessoa com a qual
convivemos e do mundo a nossa volta, o balanço final dessa equação será
exatamente aquilo que somos, potencializado com a essência do nosso ser.
Parece complexo e talvez não faça o menor sentido
nada disso, mas a verdade é que tudo isso só é uma tentativa lúdica de
explicar que somos diferentes uns dos outros. As inúmeras variáveis
possíveis para essa equação resultam em uma probabilidade infinita de
resultados, o que torna impossível dois seres iguais. Portanto, dentro
de cada um de nós existe uma verdade, uma concepção do que é certo ou
errado, e nem sempre (ou quase nunca) essas verdades coincidem.
Existem pessoas que acreditam que a sua verdade é incontestável,
considerando errado qualquer outro pensamento ou comportamento que não
se enquadre dentro do seu padrão de certo e errado, esquecendo-se de que
o outro talvez tenha uma concepção de vida totalmente diferente da sua,
o que não o torna errado, apenas diferente.
É preciso
perceber que o outro, assim como nós, tem direito a expressar-se da
maneira que acredita ser mais adequada, não precisamos concordar um com o
outro, mas devemos nos respeitar afim de que juntos possamos aprender e
somar. Há sempre algo a ser aprendido com aquele que pensa diferente de
nós. Se nos dermos a chance de ouvir, de escutar, sem preconceito, sem
receios, apenas de alma aberta ouvir o que ele tem a dizer, vamos
descobrir que assim como nós, dentro de suas próprias verdades, o outro
também tem seu valor.
Acredito então que exista a minha
verdade, a verdade do outro e a verdade da vida, é que é justamente
nessa troca de experiências e aprendizado que adquirimos mais
ensinamentos, nos capacitando diante da vida de forma a nos aproximarmos
cada vez mais daquilo que é real.
Acreditar que somos
detentores de uma verdade absoluta é uma ilusão, acreditar que a vida
acontece de fora para dentro, onde nos colocamos como o centro de tudo, é
egocêntrico e irreal. A vida acontece todos os dias ao nosso redor
independente de nossa vontade, e somos chamados a refletir a todo
instante. A grande sabedoria está em perceber que a vida acontece de
dentro para fora, exteriorizamos ao mundo aquilo que somos e recebemos
do mundo, através da bondade da vida, aquilo que nos falta.
Se
você não pode entender a verdade que se passa dentro do outro, não tem
problema, apenas compreenda e aceite que ele também tem seus motivos e
suas razões. E, quando possível, permita-se ouvir o que ele tem a dizer,
você vai se surpreender ao perceber que talvez, vocês sejam mais
parecidos do que imaginava.
Essa é a minha verdade Emoticon wink
( Maisa Baria )
O tempo da vida é diferente do nosso. Aquilo que queremos para amanhã, talvez leve um pouco mais de tempo para chegar até nós,
Na maioria das vezes isso acontece em nosso próprio benefício, pois precisamos desse tempo extra para nos colocarmos inteiros e prontos para receber aquilo que merecemos.
Se a vida se antecipasse e nos desse tudo que queremos, na mesma hora que desejamos, é bem provável que no momento que aquilo chegasse até nós nos encontraria pela metade e sem a capacidade necessária para lidar com a situação.
Sem o preparo necessário, a oportunidade seria perdida pela nossa imaturidade e falta de experiência em administrar os acontecimentos e mantê-los, permitindo assim que nos escapassem por entre os dedos.
Assim, a vida trabalha a nosso favor, preparando aquilo que queremos e necessitamos, mas espera também que nós nos preparemos interiormente para estarmos inteiros e aptos a receber essas maravilhas quando a hora chegar, sem desperdiçar as oportunidades.
Confie que o tempo da vida pode não ser tão rápido quanto você gostaria, mas ele é preciso e certeiro no que diz respeito às suas necessidades, lhe proporcionando o tempo exato para se preparar, se recompor, se capacitar e fortalecer diante das adversidades, tornando assim possível o seu êxito naquilo que tanto desejas.
Enquanto a vida se encarrega de preparar as oportunidades que você tanto quer, tenha certeza de estar preparando a si mesmo para recebê-las e fazê-las prosperar.
(Maisa Baria)
Seja lá o que for que aconteceu, seja o que for que você fez ou deixou de fazer, ninguém erra querendo errar...
Erramos por falta de conhecimento, por imaturidade, porque de alguma forma acreditamos que aquele caminho (errado) era o melhor a ser seguido...
É só depois (e às vezes muito depois) lá na frente, quando tudo desmorona, que nos damos conta que não era o melhor coisa nenhuma...
Dai vem "o cair em si", o entendimento, o aprendizado, o amadurecimento e crescemos diante dessa experiência...
Quando tropeçamos e nos reerguemos nos tornamos mais experientes, mais esclarecidos a respeito da vida e seus caminhos, podemos então olhar para trás e saber que aquilo não foi o ideal...
Não se culpe pelo que já foi, use isso a seu favor como aprendizado que te capacitará a fazer melhores escolhas de agora em diante... Concentre-se no que está por vir...
Continuar olhando para trás se culpando só te rouba o tempo que podia ser usado para olhar pra frente, que é onde você quer estar...
Por isso se tudo deu errado, não se culpe, errar também faz parte do aprendizado.
(Maisa Baria)
Quando as dores da alma se transformam nas dores do corpo, nem mesmo a medicina, hoje em dia já tão avançada, é capaz de explicar suas causas e origens.
Ao sentirmos dores no corpo, em geral, temos o hábito de deixar para lá ou nos automedicar, não dando muita importância aos motivos que levaram aquela dor a aparecer. Mas, às vezes essa dor vem de tal forma insistente que não nos deixa alternativa a não ser recorrer aos médicos em busca de uma solução. No entanto, há muitos casos onde a medicina não consegue solucionar esse problema, foge ao seu alcance a cura e nos tornamos dependentes de remédios que aliviam nosso sofrimento, mas não o finalizam.
Onde existe dor é preciso estar atento ao fato de que é provável localizar ai algum distúrbio de sentimentos e padrões comportamentais. Não é uma regra, mas muitas vezes a dor surge como um pedido de socorro. Quando estamos adentrando por um caminho que não será produtivo para nós, ou nos encontramos em uma condição de pensamentos que nos envenenam a alma, a dor aparece como uma tentativa da vida de nos resgatar, nos obrigando a parar tudo e focar em nós mesmos.
Outra condição que é bastante interessante de ser analisada é o fato de que a dor nos torna mais frágil, e essa fragilidade algumas vezes é positiva para nos reaproximar com pessoas, amigos, amores, familiares, com os quais estávamos travando uma batalha. Quando a dor surge na forma de uma doença, é muito válido observar como a trégua se faz entre as pessoas, todos os motivos que antes eram o bastante para gerar conflitos perdem a força e as pessoas se unem, se solidarizam pelo bem estar e recuperação daquele que agora precisa de carinho e atenção.
Perceba que essa dor, que normalmente surge na hora menos apropriada, nos aflige e nos faz sofrer (não somente a nós mais também aqueles que nos amam) é também uma semente de esperança, pois nos obriga a sair de nossa zona de conforto nos fazendo encarar nossos medos, reavaliar sentimentos e reajustar relacionamentos. Voltando-nos, dessa forma, para dentro de nós mesmos nos coloca frente a frente com os reais valores e significados que a vida deveria ter.
Quantas pessoas descobrem a sua força somente quando são forçadas a serem fortes; Quantas pessoas ultrapassam seus limites quando se veem obrigadas a arriscar e ir além de suas próprias crenças; Quantos de nós nos surpreendemos com o amor ou a dedicação de alguém justamente quando pensamos que não haveria ninguém ao nosso lado. São sementes de esperança que germinam diante da dor nos provando uma vez mais que a vida tem seus próprios meios de nos fazer caminhar.
A dor é um convite à renovação, é um apelo da vida para nos mostrar que alguma coisa está fora do eixo, sendo necessário voltarmos nossos olhos para dentro de nós mesmos e para tudo que nos cerca de forma que possamos perceber o que precisa e pode ser realinhado. Quando não sabemos exteriorizar nossos conflitos internos corretamente acabamos por refletir isso em nosso corpo, armazenando tensões que resultam em dor e sofrimento. Somente o balanço correto entre nossos sentimentos e a realidade a nossa volta, será capaz de liberar o nosso corpo do sofrimento que é imposto pela nossa alma.
Se a visita da dor bate a sua porta antes de indagar “Por quê?” pergunte a si mesmo “Para que?”, a resposta a essa pergunta te indicará o melhor caminho para o reequilíbrio interior tornando-te apto e enfrentar as lutas diárias com mais serenidade e confiança. Quando descobrimos de onde a dor vem aprendemos para onde ela vai.
(Maisa Baria)
Não permanecemos sempre os mesmos...
Nos transformamos lentamente...
Mudamos um pouco a cada dia...
Cada nova experiência vivida contribui para nos modificarmos...
Cada pessoa que passa pela nossa vida nos ajuda a moldar a pessoa que aos poucos vamos nos tornando...
Seja somando ou subtraindo, cada vivência nos ensina e amadurece contribuindo assim para o nosso crescimento interior...
Com o que é bom aprendemos a alegria de ser feliz,
Com o que não é tão bom, aprendemos a falta que aquela alegria nos faz...
Dessa forma nos capacitamos a discernir o certo do errado, o bom do ruim, o bem do mal, o amor do ódio ... e a escolher com mais responsabilidade e discernimento a prática que nos colocará frente a frente com um ou com outro...
Temos a oportunidade de extrair de cada experiência o melhor que ela tem a nos oferecer, transformando isso em aprendizado e somatizando em nosso ser com sabedoria...
Assim evoluímos aos poucos todos os dias e nos aproximamos de nossa essência divina.
(Maisa Baria)





