Sabe aquelas coisas que às vezes queremos falar mas ficam paradas na garganta da gente?
Não vai, não sai, enrosca ...
Não volta, não desce, entala ...
Tem gente que acredita que o melhor é falar... Mas falando às vezes a gente se arrepende pois machucamos quem amamos sem querer. Se as palavras saírem de dentro de você com raiva, com ódio, com irritação, com mágoa, serão palavras improdutivas e dilacerantes na alma do outro.
Tem aqueles que pensam que o melhor é se calar... Mas calando somos obrigados a engolir tudo aquilo que tal qual veneno vai agir contra nós mesmos, provocando em nosso corpo e em nossa alma um acúmulo de sentimentos ruins que serão transformados em doenças e dores infligindo sofrimento a nós mesmos.
O que fazer então?
Existem coisas que não precisam ser faladas, nem tão pouco engolidas, devem apenas ser modificadas.
O nó na garganta vai existir durante o tempo que você precisa para repensar sua atitude e reavaliar o que precisa ser feito. Se você usar esse tempo para refletir, ponderar e observar, sem alimentar a si mesmo de sentimentos nocivos, perceberá que aos poucos o nó irá se diluir. À medida que você se acalmar, pacificar seu mundo interior e buscar alternativas perceberá que pouco a pouco aquele nó vai se desfazendo até desaparecer.
É bem provável que quando esse nó sumir você já terá encontrado uma resposta mais positiva para o problema que te afligia e então será possível falar tudo aquilo que você gostaria, mas de uma maneira diferente, mais sensata e coesa, despido de ódio, de orgulho, de raiva, de forma que sua palavra possa ser como semente lançada em solo fértil capaz de produzir o efeito que você buscava.
E se por acaso você ainda não tiver essa resposta, perceberá que a leveza de estado no qual se encontra te proporcionará a serenidade necessária para buscar essa resposta com mais otimismo e perseverança te levando assim a um resultando mais produtivo e eficiente.
Portanto quando um nó se fizer dentro de você, não tenha pressa de colocar isso para fora, nem se esforce para retê-lo, use esse tempo extra a seu favor para descobrir o que é necessário para desfazê-lo de uma vez por todas.
( Maisa Baria )
Quando assumimos um compromisso devemos ter em mente de que cumprir com a nossa palavra é validar o nosso caráter diante das pessoas.
Muitas vezes nos vemos diante de situações onde precisamos tomar uma decisão e dar a nossa palavra. Quando optamos por dizer sim ou não nos comprometemos com a decisão tomada, as pessoas a nossa volta vão se posicionar e movimentar a respeito daquilo de um jeito ou de outro tendo por base aquilo que nós assumimos fazer (ou não). Portanto, ao assumir um compromisso, ao chamar para nós a responsabilidade diante de alguma coisa, precisamos fazer isso de forma consciente, cientes das nossas capacidades e limitações, pois outras pessoas estarão depositando sua confiança naquilo que nos dispusemos a realizar.
É claro que imprevistos podem surgir no meio do caminho que nos impeçam de cumprir com a nossa palavra. Não há como evitar aquilo que foge ao nosso controle. Ou ainda, podemos mudar de ideia e optarmos por desistir daquilo que assumimos. Não há problema em mudar de ideia. De um jeito ou de outro, não importa o que aconteça, a partir do momento em que nos damos conta de que não será possível cumprir com aquilo que nos comprometemos é preciso respirar fundo, olhar de frente as pessoas que estão envolvidas conosco naquela situação e expor a verdade. Seja ela algo alheio a nossa vontade ou ainda de nossa própria escolha, nosso caráter precisa ser validado com a nossa sinceridade e transparência.
Ainda que você se veja limitado no seu poder de escolha e de realização, e isso te faça sentir-se sem saída diante de uma situação, vale lembrar que não existe limitação de caráter para quem tem dentro de si mesmo o compromisso com a verdade, pois ainda que seja necessário se expor aos outros, é preferível vencer o véu do orgulho e se mostrar frágil, pequeno, e sensível, revelando-se grandioso ao ser capaz de assumir a própria incapacidade, do que levar adiante a palavra em um compromisso vazio que jamais será cumprido.
Mesmo que tudo tenha saído do seu controle e saído diferente do que você planejou inicialmente, o controle sobre si mesmo e o poder de manter a consciência tranquila ainda está em suas mãos, seja verdadeiro. Somente quando somos honestos e verdadeiros conosco mesmo e com os outros, nos apresentamos diante da vida como pessoas de bem que merecem credibilidade, confiança e respeito.
( Maisa Baria )
Nem sempre é fácil falar o que vai em nosso coração. Algumas vezes tentamos nos expressar e as palavras se misturam e se confundem, saem atropeladas e perdem todo o sentido que gostaríamos de dar a elas.
Quando a comunicação não acontece e não conseguimos fazer com que aquele nos ouve entenda claramente o que pensamos e sentimos (ainda que não concorde) o melhor a fazer é adiar a conversa, dedicando um pouco mais de tempo para pensar e repensar, ordenar melhor nossas ideias a fim de expressá-las de forma mais clara e objetiva.
Na maioria das vezes não é o outro que não nos entende, mas nós que não conseguimos nos expor e nos fazer compreender. Gaste um pouquinho mais de tempo organizando as coisas dentro de você antes de colocá-las para fora. Tenha o cuidado e o carinho de entender a si mesmo antes de querer que os outros te entendam.
Quando a mente, o coração e a alma estão na mesma sintonia as palavras tem o peso da verdade e a leveza do amor tornando mais fácil a compreensão do seu significado e o entendimento de suas intenções.
( Maisa Baria )
Algumas
vezes quando tentamos traduzir nossas emoções em palavras elas acabam
se perdendo e nos enrolamos para dizer o que de fato queremos escolhendo
as palavras erradas na hora de colocar os sentimentos para fora.
Ao passo que falamos e ouvimos a nossa própria voz, já sabemos que não era exatamente isso o que deveria ser dito, que aquilo não traduz o que gostaríamos de falar, e que quanto mais tentamos nos explicar mais nos distanciamos do que queríamos dizer. Percebemos na fisionomia daquele que nos escuta e em sua reação que a comunicação não aconteceu. Entre o que sentimos, o que dissemos e o que o outro entendeu ficou uma lacuna que por mais que tentemos não conseguimos preencher.
Essa falha de comunicação acontece principalmente porque muitas vezes não colocamos o nosso coração naquilo que estamos falando. Queremos dizer uma coisa mas não queremos dizer aquilo exatamente como pensamos, então procuramos palavras alternativas que possam “dar a entender” o que queremos, só que nem sempre quem nos escuta entende, e é justamente ai que a confusão começa. Quando não dizemos claramente o que pensamos abrimos uma porta para que o outro possa entender e interpretar o que dissemos a seu modo.
Normalmente agimos assim porque queremos nos preservar não revelando ao outro tudo que vai dentro de nós, falamos mas só até certo ponto, mais do que isso nos sentimos expostos, ou seja, damos as informações pela metade e esperamos que o outro compreenda o todo, quando isso não acontece nos frustramos.
Outra situação muito comum é tentar antecipar como o outro vai reagir, o que vai pensar e dizer, e por acreditar que sabemos como o outro vai se comportar conduzimos a conversa condicionada a esse prejulgamento, sem expor o que sentimos com transparência, oferecemos uma versão adaptada do que de fato gostaríamos de dizer.
Se queremos que alguém nos escute com a alma, será preciso falar com o coração, sem meias palavras, sem dar a volta no assunto, sem esperar que o outro adivinhe aquilo que não foi falado. Seja sincero e claro com o que você pensa, transparente e verdadeiro com o que sente, só assim o outro vai saber exatamente o que você quer, o que espera, o que te faz feliz ou não, do que gosta ou não gosta. Perceba que quando você exterioriza com clareza suas opiniões e sentimentos não deixa espaço para dúvidas e interpretações erradas, evitando assim qualquer mal entendido.
Somente quando falamos com o coração conseguimos exteriorizar verdadeiramente a nossa essência. Harmonizando o que pensamos, sentimos e transmitimos, permitimos ao outro um melhor entendimento a nosso respeito e compreensão do que nos vai na alma.
Seja qual for a conversa que você precisa ter, respire fundo e comece sempre falando com o coração...
(Maisa Baria)
Ao passo que falamos e ouvimos a nossa própria voz, já sabemos que não era exatamente isso o que deveria ser dito, que aquilo não traduz o que gostaríamos de falar, e que quanto mais tentamos nos explicar mais nos distanciamos do que queríamos dizer. Percebemos na fisionomia daquele que nos escuta e em sua reação que a comunicação não aconteceu. Entre o que sentimos, o que dissemos e o que o outro entendeu ficou uma lacuna que por mais que tentemos não conseguimos preencher.
Essa falha de comunicação acontece principalmente porque muitas vezes não colocamos o nosso coração naquilo que estamos falando. Queremos dizer uma coisa mas não queremos dizer aquilo exatamente como pensamos, então procuramos palavras alternativas que possam “dar a entender” o que queremos, só que nem sempre quem nos escuta entende, e é justamente ai que a confusão começa. Quando não dizemos claramente o que pensamos abrimos uma porta para que o outro possa entender e interpretar o que dissemos a seu modo.
Normalmente agimos assim porque queremos nos preservar não revelando ao outro tudo que vai dentro de nós, falamos mas só até certo ponto, mais do que isso nos sentimos expostos, ou seja, damos as informações pela metade e esperamos que o outro compreenda o todo, quando isso não acontece nos frustramos.
Outra situação muito comum é tentar antecipar como o outro vai reagir, o que vai pensar e dizer, e por acreditar que sabemos como o outro vai se comportar conduzimos a conversa condicionada a esse prejulgamento, sem expor o que sentimos com transparência, oferecemos uma versão adaptada do que de fato gostaríamos de dizer.
Se queremos que alguém nos escute com a alma, será preciso falar com o coração, sem meias palavras, sem dar a volta no assunto, sem esperar que o outro adivinhe aquilo que não foi falado. Seja sincero e claro com o que você pensa, transparente e verdadeiro com o que sente, só assim o outro vai saber exatamente o que você quer, o que espera, o que te faz feliz ou não, do que gosta ou não gosta. Perceba que quando você exterioriza com clareza suas opiniões e sentimentos não deixa espaço para dúvidas e interpretações erradas, evitando assim qualquer mal entendido.
Somente quando falamos com o coração conseguimos exteriorizar verdadeiramente a nossa essência. Harmonizando o que pensamos, sentimos e transmitimos, permitimos ao outro um melhor entendimento a nosso respeito e compreensão do que nos vai na alma.
Seja qual for a conversa que você precisa ter, respire fundo e comece sempre falando com o coração...
(Maisa Baria)



